
Em todo caso precisamos estar preparados. Não para como vamos morrer, mas para o simples fato da morte. Preparar-nos para a morte é a tarefa mais importante da vida.
Pelo menos, se acreditamos que a morte não é o fim, não é a dissolução total da nossa identidade, mas é a via pela qual a nossa verdadeira vida e a nossa verdadeira identidade serão reveladas.
A morte, como Jesus falou dela, é o momento em que a PLENA DERROTA e a PLENA VITÓRIA se encontram.
A cruz em que Jesus morreu é o sinal desta unidade da derrota e da vitória. Jesus fala da sua morte como o “ser levantado”; ser levantado na cruz e ser levantado na ressurreição.
Jesus quer que a nossa morte seja como a sua, uma morte em que o mundo nos elimina, mas Deus nos recebe em sua casa.
Como é que nos preparamos para a morte?
Vivendo cada dia na total consciência de sermos filhos e filhas de Deus, amados pelo seu amor, que é mais forte do que a morte.
Especular e se preocupar com os nossos últimos dias é inútil; ao contrário, podemos fazer de cada dia uma celebração dessa realidade: de que Deus nos ama e nos alcançou em Jesus Cristo para nos fazer seus filhos e filhas amados.
As dores da morte são dores de parto. Por elas, deixamos esse mundo, e nascemos para a plenitude dos filhos de Deus, para a realidade para a qual fomos criados.
João disse isso claramente: “Porque a vida se manifestou, e nós a vimos, dela damos testemunho e lhes anunciamos a Vida Eterna” (1 João 1.2).
A nossa vida é uma oportunidade curta para dizer “sim” ao amor de Deus, para que a nossa morte seja um autentico regresso para casa, para ser acolhido nesse amor.
A Tia Palmira Sales se preparou para o retorno para a casa do Pai, vivendo cada dia como sua filha amada e como uma expressão do amor de Deus a esse mundo.
ResponderExcluirQue Deus abençoe e conforte a sua família e irmãos em Cristo que estão com saudades e que Um Dia vão se encontrar novamente.